Durante o século XIX e primórdios do século XX, a mutualidade foi encarada como a técnica ou o método ideal para cobrir os trabalhadores e no limite, quaisquer pessoas, contra os riscos sociais a que estavam expostos, ao mesmo tempo que rejeitava, liminarmente, a caridade, mesmo que laicizada e camuflada sob a forma de beneficência pública ou filantropismo privado.
Assim, em 1934, por ocasião do seu III Congresso, contavam-se ainda cerca de 500 associações de socorros mútuos e caixas de crédito.
Com receio de poderem vir a ser um instrumento de resistência popular ao projecto do Estado corporativo, o poder político de então, irá progressivamente limitar as suas possibilidades de desenvolvimento autónomo.
Dez anos depos do 25 de Abril, as mutualidades estavam reduzidas a 117 (IV Congresso, realizado